terça-feira, 16 de junho de 2015

Liminar garante infraestrutura para produtores rurais em Bragança







O Núcleo Regional do Caeté da Defensoria Pública, em Bragança, no Nordeste do Pará, obteve liminar em uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura Municipal para que coloque em local apropriado trabalhadores rurais que vendem mantimentos nas imediações do lugar chamado Cruzeiro da Aldeia.

O juiz Roberto Ribeiro Valois, titular da 2ª Vara, concedeu liminar à Defensoria Pública e intimou o executivo do município de Bragança a cumprir a decisão. Caso haja descumprimento, a prefeitura terá de pagar o valor de R$ 5 mil, além de ser responsabilizada pelos crimes de desobediência e improbidade administrativa. Em abril, a Defensoria já havia enviado à Prefeitura uma recomendação para a melhoria do local, mas não houve resposta.

A ação foi feita pelo defensor público Fernando Eurico Lopes, que atua no município. Ele recebeu inúmeras reclamações de moradores sobre a situação no local. “Não há organização para as vendas, o local é sujo e denigre a dignidade humana. Pedimos preparo do local para um bom aproveitamento das vendas dos trabalhadores rurais”, confirmou.

O defensor explica que não existe um terminal adequado de passageiros para receber e acomodar a população que parte do interior com destino ao núcleo urbano da cidade. Além da aglomeração de muitas pessoas, que prejudica todo o comércio da região e o trânsito regular de pessoas e veículos.

Ele informou que a prefeitura alugou um prédio para servir como ponto de ônibus, entretanto não tem nada no local, apenas um balcão vazio, no qual as pessoas ficam no calor, sem banheiros e água potável. Por medo de represálias, muitos produtores e comerciantes não denunciam. “As pessoas simples dessa comunidade ficam desde as seis horas da manhã até o final da tarde passando por variações climáticas. Muitos até já desistiram de fazer suas vendas”, destacou Fernando Eurico.

A Ação Civil Pública destaca que a situação prejudica a economia municipal, pois todo o trânsito regular de mercadorias e produtos, para compra e venda entre o meio rural e urbano. Par a resolver os vários problemas, o defensor sugeriu as seguintes providências: que o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran de Bragança discipline o tráfego em Cruzeiro da Aldeia, organizando o trânsito das pessoas e veículos, a fim de que os ônibus e caminhões vindos do interior bragantino desembarquem em infraestrutura adequada para tanto, tal como o da Praça da Aldeia.

Também solicita que sejam colocadas placas de sinalização de trânsito no local, com a permanência de fiscais do Demutran para orientar e educar as pessoas, transeuntes e motoristas, e, se for necessário, punir através de multas os comportamentos indevidos.  Pede, ainda, a construção de um terminal de passageiros para embarque e desembarque.

Fonte: http://www2.defensoria.pa.gov.br
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